Cidades Inteligentes: Prefeitura de São
Luís / IPHAN – Primeiro Passo.
Os
novos investimentos públicos e privados no Centro Histórico de São Luís podem
ser o primeiro passo para as políticas públicas voltadas na evolução
urbanística da Cidade – a criatividade e a sustentabilidade, ou seja, Cidades
Inteligentes. O assunto tem sido discutido constantemente nas diversas regiões
do globo, como no caso da União Europeia que define as Smart Cities como
sistemas de pessoas interagindo e usando energia, materiais, serviços e
financiamento para catalisar o desenvolvimento econômico e a melhoria da
qualidade de vida. Esses fluxos de interação são considerados inteligentes por
fazer uso estratégico de infraestrutura e serviços e de informação e
comunicação com planejamento e gestão urbana para dar resposta às necessidades
sociais e econômicas da sociedade. Algo imprescindível à Capital Maranhense,
aliás às cidades maranhenses.
As
obras de urbanização no Centro Histórico pela Prefeitura Municipal de São Luís
e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional têm proporcionado um
cenário urbanístico moderno sem ofuscar os traços históricos da Cidade. A requalificação
das Praças Deodoro, Pantheon e a Rua Grande abriu caminho para uma política
estruturante urbana voltada para as Cidades Inteligentes. Essa nova visão de
cidade requer certos padrões e investimentos de parcerias com outros entes
públicos e a iniciativa privada. Na Europa uma Smart Cities precisam de
dez dimensões: governança, administração pública, planejamento urbano,
tecnologia, o meio-ambiente, conexões internacionais, coesão social, capital
humano e a economia. Não quer dizer que tais dimensões são necessárias nas
cidades maranhenses, e principalmente a Capital.
Em
São Luís os investimentos vultosos são contemporâneos, pois os recursos públicos
conjugados entre Prefeitura, Estado, Governo Federal e Iniciativa Privada são
recentes e com bons resultados. No que tange as ações públicas de Cidade
Inteligente o procedimento mais dinâmico seria por região: norte, sul, leste,
oeste, sudeste e sudoeste, mesmo que a cidade não seja uma metrópoles. Aqui a
importância do Plano Diretor atualizado com as novas demandas da sociedade é
imperativo – uma responsabilidade do parlamento municipal.
Na
atual gestão do Prefeito Edivaldo, a Capital apresenta diversas ações públicas
que podem ser incorporadas nos conceitos de cidades inteligentes, como o comitê
gestor de limpeza urbana, ecopontos, semáforos inteligentes, modernização do
centro histórico, consulta de horário de ônibus e itinerários por celular, bem
como demais obras da Prefeitura/Iphan/Vale (construção da Praça das Mercês e
reabilitação urbana do conjunto tombado da praça João Lisboa e Largo do Carmo e
seu entorno). É evidente que as demais ações de urbanização da Grande São Luís
continuarão concatenadas com ações públicas municipais de revitalização do
Centro. E as ações do IPHAN, administradas por sua presidente Kátia Bogéa,
estabeleceram uma sociedade pública com a Prefeitura em que as ações enaltecem
e revigoram as belas linhas do Centro de São Luís, vislumbre um ambiente de comércio,
cultura, gastronômico, lazer e mobilidade. Uma engenharia que impulsiona São
Luís a navegar nos mares das cidades inteligentes – o Centro Histórico, com
certeza, é a primeira nau.
João
Filho
Adm./Gestão
Pública